O método
Como Eu Penso
O método que Thiago Espirito Santo usa para decidir, em tempo real, o que tocar sobre cada acorde — descrito com três palavras apenas: campo, tom e grau.
O que é campo harmônico
Campo harmônico é o conjunto de acordes e notas que nascem de uma mesma escala. Se você empilha terças sobre cada nota da escala de C maior, aparecem sete acordes: C, Dm, Em, F, G, Am e Bm7(b5). Esses sete acordes e as sete notas que os geram formam um campo — o campo maior de C.
A palavra importante aqui é origem. Um acorde não vive sozinho: ele vem de algum lugar. Quando você sabe de qual campo aquele acorde veio, você já sabe quais notas cabem nele, porque são exatamente as notas daquele campo.
O método usa quatro campos, e só quatro: Maior, Menor Melódico, Maior Harmônico e Menor Harmônico. Não porque os outros não existam, mas porque estes quatro dão conta de praticamente toda a música que se toca em roda, em estúdio e em palco.
O que é grau
Grau é a posição da nota dentro do campo. No campo maior de C, o 1º grau é C, o 2º é D, o 3º é E, e assim por diante até o 7º.
Quando a análise diz que um acorde pede o campo maior de G no 4º grau, ela está dizendo duas coisas ao mesmo tempo: as notas são as do campo maior de G, e o ponto de partida — a nota que você sente como centro enquanto toca sobre aquele acorde — é o 4º grau desse campo, ou seja, C.
Campo, tom e grau bastam para descrever qualquer escala com precisão absoluta. Nada fica ambíguo, e nada depende de decorar nome.
Por que o método não fala em modos
A escala do campo maior de G começando no 4º grau tem um nome antigo: lídio. O método não usa esse nome, e a escolha é deliberada.
O nome do modo é uma etiqueta. Ela não diz de onde a escala veio nem qual é o seu centro; obriga o músico a decorar sete nomes por campo e a traduzir mentalmente, no meio da música, de nome para nota. É trabalho a mais, e é exatamente o trabalho que costuma travar a pessoa na hora de tocar.
Campo + tom + grau já contém tudo: a origem, as notas e o ponto de apoio. O músico lê, entende e toca, sem passar por um dicionário. Foi assim que Thiago sempre pensou tocando, e é assim que o método ensina.
Por isso, em nenhuma tela do VERMUS você verá nomes de modo, em nenhum idioma.
Conta e decisão
Descobrir quais escalas cabem num acorde é conta. Qualquer um faz, com tempo e papel: basta comparar as notas do acorde com as notas de cada campo.
Saber qual delas soa melhor bem ali, naquela música, naquele compasso, não é conta — é decisão de quem tocou a vida inteira. É a parte que nenhum livro entrega.
O VERMUS mostra as duas coisas juntas, acorde por acorde: todas as possibilidades que a conta permite, e qual delas o Thiago tocaria, com o motivo escrito por ele.
Como isso aparece na tela
Cada acorde da música traz a escala escolhida, as notas dessa escala, as tríades e arpejos que cabem nela, e o porquê da escolha. Logo abaixo, a lista das demais possibilidades, numerada pela preferência do Thiago.
Quando a escolha dele foge do campo esperado, isso é proposital: é contraste sonoro, não erro. O VERMUS nunca corrige nem esconde uma escolha do Thiago.

